A carreira

     Jorge Arbach nasceu em Volta Redonda - RJ em 1953 e atualmente mora em Juiz de Fora - MG. É arquiteto, artista gráfico e professor de Desenho no Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Juiz de Fora.

     Como ilustrador, já trabalhou em vários veículos da imprensa brasileira como o Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo, A Tarde e o Jornal da Tarde; nas revistas Veja, Fatos, Imprensa, e Caros Amigos.

     Participou de exposições na Bulgária, México, Canadá e Grécia. Fez parte do júri do Salão Internacional de Desenho em Cuba (1993), obteve premiações no Brasil e no exterior, entre eles o prêmio no Fórum Internacional de Colonização da América Latina, (México/1992) e, por duas vezes, o Prêmio de Jornalismo "Vladimir Herzog, conferido pela Federação Nacional dos Jornalistas e Associação Brasileira de Imprensa (1993/1999).

 

 

 

 


O artista ao iniciar
sua vida pública.

 

 


...antes de se perder na vida

A vocação

     Jorge Arbach começou a desenvolver seu trabalho autodidata com o desenho ainda na adolescência. Desenhava caricaturas, montava murais e pintava cenários para peças teatrais nos grêmios escolares em que participava. No final dos anos 60 sentiu-se influenciado por artistas que publicavam no Caderno B do Jornal do Brasil como Vagn, Juarez Machado e Caulos. Nessa época começaram a surgir veículos alternativos: O Pasquim, Opinião, Versus, Cartoon JS, O Bicho, O Bonde e O Sol. Admirava outros artistas que divulgavam seus trabalhos nestes jornais, como Calicut e Lapi. "Eles tiveram um poder de comunicação muito grande através da charge, do cartum, das caricaturas e dos quadrinhos, enquanto a grande imprensa era censurada", relembra o ilustrador.

 

        Além dos brasileiros, havia também artistas estrangeiros que publicavam seus trabalhos e mostravam a força da linguagem do humor gráfico, que tanto o atraía. Conheceu o trabalho do americano Brad Holland, do francês Topor e do holandês Escher.

     "Uma idéia era desenvolvida através de uma seqüência ilustrativa, sem texto. Os desenhos tinham uma força de mensagem muito forte, rápida, ágil e poderosa".

 


 

Um intervalo

     Mas, no princípio, antes mesmo de se dedicar realmente à carreira de ilustrador, Jorge Arbach se dedicou ao curso de Arquitetura no qual se formou. Nesta época, afirma que ficou alguns anos pretendendo realizar o ideal de se dedicar ao desenho, mas permaneceu envolvido com a vida acadêmica.

 

 

 

     "Aproveitei para ler e ver muita coisa, fui conhecendo o trabalho de vários artistas e esta vocação foi crescendo. Até hoje tenho muitos rascunhos feitos nesta época. Trabalhos que não tinha chance de arte-finalizar, porque ainda não tinha onde publicar", afirma.

     Depois de se formar, Jorge Arbach mudou-se para Juiz de Fora, onde trabalhou como arquiteto. No ínício dos anos 80 surgiu nesta cidade o jornal Tribuna de Minas, onde o artista teve a oportunidade de começar a publicar seus trabalhos gráficos. Depois de 6 meses neste jornal, Arbach transferiu seu trabalho para o Jornal do Brasil, no Rio. A partir daí passou a atuar na grande imprensa.

 

A Internet

     Mesmo morando em Juiz de Fora, Arbach continua atuando na imprensa nacional. Atualmente utiliza a Internet como veículo de trabalho, enviando seus desenhos regularmente para a revista Caros Amigos e o Jornal da Tarde em São Paulo.

     Os desenhos que Arbach realiza buscam revelar um novo ponto de vista, uma observação mais original, estimulando o conhecimento.

     "As ilustrações permitem que cada um, com sua bagagem de vivências, sua história pessoal e seu conhecimento, faça uma interpretação diferente", finaliza.  


Arbach em um momento
de serenidade e reflexão.